Comecei a fotografar por necessidade de clientes, lá no ano de 2008, onde todo mundo queria um site, mas quase ninguém tinha boas fotos.
 A partir daí a fotografia deixou de ser hobby e passou a ser trabalho.
Empreendi com um estúdio fotográfico em Porto Alegre, onde fazia fotos "comerciais" (moda, produtos, produções externas, gastronomia entre outras. Você pode conferir esse material clicando aqui.)
Em 2011 realizei um sonho: conhecer Machu Picchu. Foram 25 dias viajando de ônibus de linha, com uma mochila nas costas e uma câmera na mão, pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru. As fotos desse caminho me abriram uma porta inesperada — fui contratado por uma agência de viagens, onde tive a oportunidade de percorrer a Patagônia e o Peru por diversas vezes.

Até que chegou a pandemia e tudo mudou.
Acabaram as fotos de estúdio, acabaram as fotos de viagens.
Comecei a trabalhar em uma universidade com produção audiovisual.


Fiquei 5 anos sem fotografar. E a vontade de voltar a fotografar voltou.

Mas algo sempre me inquietou na fotografia, em especial nas minhas fotos. Não sabia o quê.

Depois de 5 anos longe dela, acho que descobri o motivo: a memória e a ausência.
Por conta disso, comecei um mestrado em Filosofia. Agora comecei a entender o meu incômodo:
a foto não guarda a experiência — ela prova que a experiência existiu.
O que vivemos não volta. Mas a foto fica.
E aqui nasce o meu projeto de retorno à fotografia. A foto é o que resta.


* Todas as imagens estão disponíveis para aquisição — para uso decorativo ou comercial. Também fotografo projetos documentais, retratos e narrativas visuais — qualquer projeto que tenha uma história para contar. Entre em contato.
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