Paisagem não é cenário. É recorte.
De tudo que existe num lugar — o vento, o cheiro, o silêncio, a vertigem — a fotografia guarda apenas o que coube no enquadramento.
O resto fica do lado de fora da imagem, como lembrança. 
Esses lugares existiram. Foram reais,  foram vividos. O deserto que resseca a garganta.
O som do gelo se desprendendo que paralisa. A lagunas que não parecem reais, mas são.
O que ficou é isso: o recorte. A prova da experiência.
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