Quando tento lembrar de fragmentos da minha infância, sempre me recordo de estar sentado no chão da sala assistindo um desenho animado. Era o Tintim. A cena que nunca esqueci é a dele pendurado num trem subindo uma montanha. Via repetidas vezes.
Ir a Machu Picchu sempre foi um sonho — alimentado por documentários, fotos e programas de TV. Realizei esse sonho viajando sozinho. Depois disso comecei a trabalhar com viagens e tive a oportunidade de retornar por mais três vezes. A pandemia me levou para outros caminhos profissionais, mas continuei ligado ao audiovisual.
É um lugar incrível, surreal e inexplicável.
A quantidade de turistas atrapalha um pouco a experiência — mas mesmo assim, é um lugar que dá vontade de voltar sempre.
Para mim, Machu Picchu é o fim. Chegar lá é o meio. E o meio sempre foi o mais importante.
*E o Tintim? Fui atrás e descobri: o episódio é Tintim e os Prisioneiros do Sol. A história transporta Tintim e o Capitão Haddock para o Peru e para as profundezas de Machu Picchu — representada como a cidade oculta do Templo do Sol.
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