Eram 4h da manhã. Saímos do hotel de sal que ficava na entrada do Salar de Uyuni. Rodamos por uma hora e meia quando o Rubinar, motorista do 4x4, parou no meio da imensidão e ordenou que descêssemos para esperar o Sol nascer. Estávamos no meio do nada — o chão cinza até onde os olhos não alcançavam.
A cor do céu começou a mudar. Depois de algum tempo o Sol surgiu no horizonte. Os primeiros raios refletiram no chão e aquilo que era cinza começou a ficar branco. A linha do horizonte sumiu na mais absoluta luz branca que já presenciei.
Senti essa mesma luz me envolvendo. O chão se fundiu com o céu.
Foi a experiência sensorial mais surreal que pude presenciar.
Percebi a longa sombra projetada do 4x4 no lado oposto, dei alguns passos, me posicionei bem no centro dessa sombra, apontei,
fiz a medição da exposição, ajustei velocidade
e abertura do diafragma e disparei.
Senti essa mesma luz me envolvendo. O chão se fundiu com o céu.
Foi a experiência sensorial mais surreal que pude presenciar.
Percebi a longa sombra projetada do 4x4 no lado oposto, dei alguns passos, me posicionei bem no centro dessa sombra, apontei,
fiz a medição da exposição, ajustei velocidade
e abertura do diafragma e disparei.
A foto passou a existir. O resto ficou lá.