Em Puno, fiz o tour até as ilhas de Los Uros — uma comunidade que vive no Lago Titicaca. Lá tudo é feito da totora, uma vegetação que nasce no próprio lago. Colhida, posta a secar, usada para construir barcos, casas, móveis e as próprias ilhas. Os Uros mantêm os costumes ancestrais. São exímios nadadores e pescadores.
Em uma das ilhas, peguei carona num barco de totora. Fui sentado na parte superior da embarcação, ao lado de um menino cujo nome eu não sei, apesar de ter conversado com ele. Durante o curto trajeto, ele foi cantando uma
canção em aimara — a língua nativa daquela cultura.
canção em aimara — a língua nativa daquela cultura.
Quando o barco encostou na outra ilha, antes de desembarcar, pedi que ele acenasse para um amigo que vinha num barco logo atrás. Nesse momento percebi o céu fechando sobre as montanhas e as ilhas ao fundo. Compus o enquadramento. Ajustei a velocidade para capturar o movimento da mão. E disparei.
Foi um único clique. Não tenho mais nenhuma foto desse momento.
Um aceno que ficou para sempre.
Um aceno que ficou para sempre.